Daily Archives: Setembro 19, 2014

Finanças e Normas Internacionais da Contabilidade são essenciais para formação de contadores

O mestre em Contabilidade Internacional e Finanças pela John Moores University, Nabil Mourad, participou, nesta quarta-feira (17), do segundo dia do IX Encontro IX Encontro Nacional de Coordenadores e Professores do Curso de Ciências Contábeis (ENCPCCC). O evento reúne, desde ontem (16), docentes e coordenadores do curso na sede do Conselho Federal de Contabilidade (CFC), em Brasília (DF).

O objetivo do encontro é aproximar o CFC da realidade das Instituições de Ensino Superior, discutir a qualidade do ensino e as tendências da profissão e debater os principais desafios dos cursos em Ciências Contábeis. Na ocasião, Mourad ministrou a palestra Adaptação dos Cursos de Ciências Contábeis ao Ensino das International Financial Reporting Standards, as chamadas normas internacionais de contabilidade (IFRS, na sigla em inglês).

Segundo ele, os contadores são essenciais para a nova conjuntura econômica do Brasil. “Todo o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro passa por nossas mãos. Dessa forma, considero que o nosso país precisa dos contadores para se tornar uma nação mais competitiva. A nova posição do contador é a de um consultor, que orienta os clientes sobre as melhores alternativas, e não mais aquela que dizia apenas qual o imposto devia ser pago”, disse Nabil.

Ele explicou que o Brasil é um dos países que adotaram as normas internacionais de contabilidade, mas que ainda há carência no ensino das IFRS por parte das instituições de ensino. “A nossa deficiência é que adotamos as normas sem saber ou conhecê-las a fundo. Visito locais no País em que essa carência existe porque também falta nas grades curriculares dos cursos”, disse.

Nabil Mourad também deu dicas importantes para o público, que lotou o auditório. Entre elas, o incentivo ao ensino das finanças e das próprias IFRS, além de temas como o empreendedorismo, inovação e do inglês. “O conhecimento das IFRS é tão importante quanto o de Finanças. São dois campos muito importantes para a vida de um profissional da contabilidade. Nós temos o dever de incentivar a aprendizagem das normas internacionais e de finanças, o que considero uma questão vital para nossa profissão”, afirmou.

O contador também analisou a grade curricular adotado pelos cursos de Ciências Contábeis no País. “Até o segundo ano, são oferecidas apenas cinco matérias especificas da contabilidade. No terceiro, o aluno é metralhado por mais disciplinas. No quarto e no primeiro, quase nada. Na Inglaterra, por exemplo, o curso de Ciências Contábeis tem matérias especificas desde o primeiro semestre”.

“Nós, enquanto professores, temos o dever de formar com qualidade a quem eu chamo de herdeiros da contabilidade brasileira, que são nossos alunos. Mudar um estilo de dar aula ou a grade curricular de um curso são ações difíceis, mas que precisam começar a serem feitas agora”, afirmou. O painel foi coordenado pela conselheira do CFC, Regina Celia Vilanova.

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Curso de Ciências Contábeis é um dos mais procurados do país

“O curso de Ciências Contábeis é um dos mais procurados do País”.  Foi o que afirmou a presidente da Academia Brasileira de Ciências Contábeis, Maria Clara Cavalcante Bugarim, por ocasião da abertura do IX Encontro Nacional de Coordenadores e Professores do Curso de Ciências Contábeis, que acontece hoje (16) e amanhã (17) no auditório do Conselho Federal de Contabilidade, em Brasília (DF).

A presidente da Abracicon, Maria Clara Bugarim, ressaltou, também, que “este encontro é de suma importância para o sistema contábil, e a presença dos senhores fortalece ainda mais o nosso elo e a nossa profissão”. Ao falar sobre o ensino contábil brasileiro, Maria Clara registrou que há no País 893 instituições de ensino que possuem o curso Ciências Contábeis, sendo 103 públicas e 790 privadas.

Outro dado importante informado pela presidente da Academia foi que, no Brasil, há 3.264 mestres e 275 doutores em Contabilidade. Solicitou a todos o empenho de se trabalhar muito juntamente com o MEC no sentido de mostrar a importância desses cursos, os quais “contribuem para o desenvolvimento científico da Contabilidade”.

Recentemente, o Conselho Federal de Contabilidade publicou nota informando que existem no Brasil 500 mil profissionais em plena atividade, sendo 189.904 técnicos e 311.803 contadores. Para Maria Clara “a Contabilidade está no ranking das grandes profissões do País, e esse encontro é a oportunidade que temos de discutir e avaliar as nossas necessidades no intuito de se buscar o aprimoramento do conteúdo que hoje é oferecido”.

A presidente da Abracicon apresentou ainda dados estatísticos das edições do Exame de Suficiência, do Exame de Qualificação Técnica, além de tecer comentários sobre a importância da aprovação da Lei n.º 12.249/10; a Contabilidade no contexto mundial; o mercado de trabalho; o ensino a distância; e o Fies. “Nesses últimos anos, tornamo-nos fortes e conquistamos o merecido respeito no mundo contábil. Somos, sem dúvida, uma profissão atuante e pujante”, conclui.

O presidente do CFC, José Martonio Alves Coelho, disse, por sua vez, que, desde 2006, o Encontro vem sendo enriquecido sistematicamente pela relevância dos temas. “A expressão quantitativa e qualitativa dos participantes demonstram que teremos, ainda, uma longa trajetória de êxitos pela frente”, avisa.  Segundo Martonio Coelho, o CFC, em parceria com as entidades nacionais, vem se dedicando ao processo de convergência dos procedimentos contábeis brasileiros aos padrões internacionais. Informou que, “desde a criação do Comitê de Pronunciamentos Contábeis, o CFC vem trabalhando para que o processo atinja o maior número possível de profissionais”. O vice-presidente de Desenvolvimento Profissional e Institucional do CFC, Zulmir Ivânio Breda, também compôs a mesa de honra.

O ENCPCCC tem por objetivo aproximar o Conselho Federal de Contabilidade (CFC) da realidade das Instituições de Ensino Superior, discutir a qualidade do ensino e as tendências da profissão e debater os principais desafios dos cursos em Ciências Contábeis. A programação está disponível no site do CFC http://www.cfc.org.br.

Fonte: CFC

AE PASTINHA

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Saiba como adequar sua empresa à lei anticorrupção

Em vigor desde 29 de janeiro deste ano, a Lei Anticorrupção afeta não apenas grandes corporações, mas todas as pequenas e médias empresas, em especial aquelas que têm ou pretendem ter relações comerciais com o setor público. De acordo com a nova lei, se um funcionário for pego em atos de corrupção, a empresa é punida mesmo sem a comprovação de que tinha conhecimento do que estava acontecendo. A punição prevê multa que pode chegar a até 20% do faturamento bruto do ano anterior, inclusão da empresa numa “lista negra” que a impede de firmar contratos e receber recursos financeiros de entidades públicas, suspensão e encerramento de atividades, prisão dos envolvidos, entre outras Portanto, agora é hora de investir em prevenção.

“A Lei Anticorrupção prevê tratamento diferenciado entre empresas negligentes no combate à corrupção e as que se esforçam para evitar e coibir ilícitos. Empresas que possuem políticas internas de auditoria, aplicação de códigos de ética e conduta e incentivos a denúncias de irregularidades poderão ter as penas atenuadas”, afirma Murillo Onesti, do escritório Rodrigues Onesti & Lima Neto Advogados.

Confira abaixo, dez dicas para não ter maiores problemas com a lei anticorrupção.

Criação de uma Política eficaz de Combate à Corrupção­ A responsabilidade da empresa em garantir a correta compreensão do conceito de corrupção e os riscos e sanções que sua prática envolvem é a função primordial na adoção de políticas de combate à corrupção. Conscientizar seus colaboradores da necessidade de condução dos trabalhos sem que haja o envolvimento inadvertido em atividades ilegais, afinal, violação de leis, já que a nova lei poderá penalizado individualmente com multas, prisões, etc. Além do mais, a implantação e aplicação de tal pratica pode ser considerada um fator de atenuação da responsabilidade da empresa.

Formulação, aplicação e divulgação do planejamento estratégico da empresa.

De simples elaboração, esta ferramenta é bastante útil e deve ser compartilhada entre todos os funcionários, mesmo aqueles que não têm contato direto com autoridades públicas, pois auxilia na formação e manutenção da cultura da empresa.

Adoção e Criação de manuais de conduta e códigos de ética.

A empresa deve criar o seu próprio código, de acordo com a sua realidade. “Não se deve utilizar modelos aplicados em outras companhias, pois isso não funciona e ainda pode causar problemas”, adverte o advogado, José de Souza Lima Neto.

Realização de atualizações, treinamentos e cursos.

Não basta criar as regras, é preciso disseminá-las e reforçá-las periodicamente.

Criação de um canal de comunicação aberto com os colaboradores.

Para Onesti, esta é uma das principais ferramentas a serem implantadas nas empresas. “É preciso que haja esta abertura para que se possa apurar os fatos e atuar rapidamente, evitando problemas jurídicos”.

Adoção de práticas contábeis de acordo com a legislação.

A precisão dos diários, livros, registros e contas é fundamental a todas as transações/despesas (nacionais e estrangeiras) das empresas. Pagamentos incomuns, contas “sem registro”, faturas ou notas inexistentes devem ser abolidas, bem como supressão de livros e registros. A fórmula é simples. Um terceiro, alheio à empresa, entenderia a operação, como foi feita, as partes envolvidas, os beneficiários e sua razão? Transparência e documento.

Acompanhamento periódico da legislação, inclusive regulamentadoras da atividade.

Para os advogados, é fundamental acompanhar as constantes mudanças legislativas, pois muitas vezes as novas regras não são devidamente divulgadas e a empresa pode ter uma conduta indevida sem ter conhecimento.

Realização periódica de auditorias.

Procedimentos internos de auditoria podem dar início a ações investigativas e fiscalizatórias, com o fim de averiguar se os procedimentos adotados e a legislação estão sendo aplicados corretamente. Auditorias periódicas, internas e externas, são importantes ferramentas de controle e gestão de riscos, aplicando transparência e eficácia na condução dos negócios da empresa. As auditorias, aliadas a sólidos programas de Compliance formam mecanismos diligentes de atendimento à nova legislação, podendo oferecer a segurança necessária diante de uma eventual fraude ou processo administrativo ou judicial.

Apoio e orientação de um departamento jurídico (interno ou terceirizado)

Braço fundamental, atuando em vários seguimentos da empresa, o departamento jurídico contribui para a eficácia de suas transações. Orientando e apoiando o compliance e a auditoria, torna-se uma ferramenta imprescindível na aplicação, atualização e desenvolvimento das politicas de combate à corrupção.

Rigidez e eficácia no manuseio e guarda de documentos e informações

O acordo celebrado com órgão ou entidade publica, que visa a cooperação da empresa que colabore efetivamente com as investigações é previsto na legislação em comento, denominado acordo de leniência. O objetivo do acordo é a identificação de outros envolvidos, obtenção rápida de documentos, informações, etc. A possibilidade de celebrar o acordo, em conjunto com a necessidade de transparecia nas relações e ainda a responsabilidade individual e/ou da pessoa jurídica, demandam uma grande necessidade na guarda e manutenção de documentos, informações, registros de atividades, etc.  Com a era digital esse cuidado se torna ainda mais importante.

Fonte: Terra

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Bloco K do Sped Fiscal gera grande preocupação para as empresas

A partir de 1º de janeiro de 2015, como parte do programa do Sped Fiscal, as indústrias e atacadistas estarão obrigadas a enviar o livro Registro de Controle da Produção e do Estoque por meio do Bloco K. Essa mudança terá grande impacto nessas empresas, pela sua complexidade.

“Para indústrias, representará que deverão ser cadastrados eletronicamente no Bloco K, quais os produtos que tiveram que ser utilizados para a fabricação de um produto, isto é, o consumo específico padronizado, além de perdas normais do processo produtivo e substituição de insumos para todos os produtos fabricados pelo próprio estabelecimento ou por terceiros”, explica José Luis Furtuoso de Jesus, gerente fiscal da Confirp Consultoria Contábil..

Ainda segundo Furtuoso, no entendimento que se tem dessa nova obrigatoriedade, as empresas atacadistas também deverão registrar todas as entradas e saídas de produtos, bem como as perdas do processo. Para as empresas de varejo, até o momento, nada foi publicado que leve a acreditar que também serão obrigadas, contudo, muitas já se mostram preocupadas.

O que muda?

Com o Bloco K, o Fisco passará a ter acesso completo a todos processos produtivos e movimentações dessas empresas. O que, por sua vez, possibilitará grande facilidade para o cruzamento dos dados dos saldos apurados pelo Sped, com os informados pelas empresas nos inventários. Assim, em caso de diferenças de saldos que não se justifiquem, essas poderão ser configuradas como sonegação fiscal.

“É importante frisar que, antes da nova obrigação, as empresas já precisavam possuir esse conteúdo em um livro físico, todavia isso não era uma prática dos empresários, já que o livro de Controle da Produção e de Estoque quase nunca era exigido. Agora esse quadro se altera, pois ao entrar no Sped Fiscal, a fiscalização para essa obrigação será muito mais ativa”, conta o gerente da Confirp.

Ainda há muitas dúvidas sobre esta questão. “A confusão ainda é grande sobre o tema, todavia, temos um entendimento a partir do qual, vemos que as indústrias terão que realizar os registros de todas as peças envolvidas nos processos de fabricação dos produtos, mais além disso também há o entendimento de que os atacadistas terão que apresentar informações referentes a cada item de seus estoques”, alerta José Luis Furtuoso de Jesus, gerente fiscal da Confirp Consultoria Contábil.

Entenda melhor

As legislações do ICMS (estadual) e a do IPI (federal) obrigam essas empresas a registrarem, nos livros próprios, as ações que realizam. No livro Registro de Controle da Produção e do Estoque devem ser registradas às entradas e saídas, à produção e às quantidades relativas aos estoques de mercadorias.

O grande problema é a complexidade desse registro, sendo que nele deve ser registradas todas operações, com uma folha para cada espécie, marca, tipo e modelo de mercadoria. Isso torna imprescindível para empresas uma ERP bem amplo que fornaça uma estrutura para registro dessas informações.

Assim, a Receita Federal terá registrada no Bloco k do Sped Fiscal, as quantidades produzidas e os insumos consumidos em cada material intermediário ou produto acabado, podendo através desta informação, projetar o estoque de matéria-prima e de produto acabado do contribuinte. Além disso, contará também com as informações de industrialização efetuada por terceiros e dados dos comércios.

Fonte: Maxpress Net

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Simples é a melhor reforma tributária, diz Dilma

Em reunião com empresários da Associação Comercial e Industrial de Campinas (Acic), a presidente Dilma Rousseff voltou a dizer que não muda direitos trabalhistas. “Mudanças na legislação não podem ser feitas extraindo direitos. Não se tira 13º (salário), férias, horas extras, nem que a vaca tussa. Desculpe a expressão”, disse a candidata do PT, que tenta a reeleição em outubro.

A presidente disse que em novembro vai enviar proposta para o Congresso criando uma “rampa” para os empresários. “Eu assumi o compromisso de criar uma rampa de transição, um Simples de transição”.

Dilma ressaltou que a melhor reforma tributária já realizada foi a criação do Simples. “Sempre lutamos por uma reforma tributária e a estamos fazendo com os micro e pequenos empresários”.

A presidente também se comprometeu em reduzir a burocracia, para que o tempo necessário para abertura e fechamento de empresas seja de até cinco dias.

A presidente da Associação Comercial de Campinas, Adriana Flosi, elogiou as políticas adotadas pelo governo Dilma. Ela é candidata a deputada estadual, e seu vice, o deputado federal Guilherme Campos, tenta se reeleger à Câmara.

Ambos são do PSD, partido que nacionalmente está aliado a Dilma, mas é adversário do PT em São Paulo, onde apoia Paulo Skaf (PMDB) para governador de São Paulo.

Andar de baixo – O ministro da Secretaria da Micro e Pequena Empresa, Guilherme Afif Domingos (PSD), participou do encontro e defendeu a política econômica do governo Dilma, ao afirmar que ela “é a presidente que mais entende sobre o andar de baixo da economia”. Dilma fez uma longa defesa das micro e pequenas empresas e afirmou que o segmento é o “alicerce do andar de baixo, mas que segura toda a arquitetura do andar de cima”.

ONU – Ela também aproveitou a ocasião para comemorar os dados divulgados na terça-feira pela FAO (agência da Organização das Nações Unidas para agricultura e alimentação), que coloca o País entre as nações que superaram o problema da fome. Segundo o relatório de insegurança alimentar no mundo, o Brasil tem 1,7% da sua população com um consumo diário abaixo de 2.200 calorias, o que corresponde a um total de 3,4 milhões de brasileiros.

Ao receber uma mensagem escrita por uma criança que estava na plateia, a presidente disse que ganhava um “bilhete do futuro”. “É para eles e para elas que nós governamos este País.” Um pouco antes da fala, Dilma fez uma caminhada pelo Centro de Campinas.

Ainda na sede da associação, Dilma também se encontrou com um grupo de intelectuais da Unicamp, entre eles o economista Luiz Gonzaga Belluzzo, o cineasta Renato Tapajós, o físico Rogério Cezar de Cerqueira Leite e o biólogo Mohamed Habbib.

Fonte: Diário do Comércio

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A contabilidade e a tecnologia

Semanas atrás, tivemos uma palestra, no CRCPR, sobre o impacto da tecnologia na nossa profissão, dando margem a reflexões e conclusões animadoras sobre o atual momento e o futuro da atividade contábil.

Foram amplamente analisadas as mudanças desencadeadas pela adoção do Sistema Público de Escrituração Digital, a computação em nuvem, o plano nacional de banda larga, a tecnologia 4G, a cloud fiscal, entre outras novidades que têm desafiado os profissionais da contabilidade.

Combinando o conhecimento teórico (ciência) e prático (tecnologia) de cada época, as tecnologias são produto da evolução do saber, da cultura e da civilização. Em tese, representam avanço, embora algumas tecnologias possam ser usadas também para fins negativos; caso do avião, que Santos Dumont lamentou ser utilizado para destruição, em guerras. Outro resultado condenado é que esse processo cria desemprego, decretando o fim de atividades. Foi assim que perderam a função o ferrador, o ferreiro, o foleiro, o correeiro, o tanoeiro, o segeiro, o leiteiro, o petrolino, o posticeiro, o datilógrafo, entre outros profissionais importantes no passado. Um segmento, entre outros ameaçados no momento, é o de cobrador de ônibus, com a invenção da catraca eletrônica e da passagem digital.

Praticada há milhares de anos, desde quando as informações contábeis eram registradas com bastões em placas de barro, a contabilidade sempre se ajustou às mudanças, revelando-se uma atividade social essencial. Retenhamos o conceito: ela é fundamental por sua essência; se não existisse teria que ser inventada. Só ela sabe lidar com as informações patrimoniais e financeiras de entes físicos, jurídicos e públicos. Mas em cada época, pressionados por novos conceitos, técnicas, métodos, procedimentos, regras, os profissionais foram obrigados a rever suas práticas e conhecimentos. Nos últimos 50 anos, por exemplo, estamos superando tecnologias manuais e mecânicas. Além do computador, que aposentou a máquina de escrever, a informática inseriu a contabilidade na era digital, permitindo o desenvolvimento de sistemas – caso do SPED.

Programas inteligentes e máquinas pensantes estão revolucionando a totalidade do mundo do trabalho, possibilitando a realização de tarefas com mais precisão e agilidade. Todas as atividades humanas assimilam os avanços da informática, do chip e da inteligência artificial. Até na área rural os produtores estão adquirindo máquinas que permitem produzir mais e com melhor qualidade.

A dispensa de mão-de-obra humana ocorre, em nosso país, em grande parte por causa do atraso educacional. Segundo o IBGE (dados de 2010), apenas 7,9% da população brasileira concluíram um curso superior e 59,2% não completaram sequer o ensino fundamental.

Na área contábil, enfrentamos as mudanças promovendo educação continuada, atualização permanente dos profissionais, como vem ocorrendo com a adoção de processos eletrônicos – o CRCPR já faz fiscalização eletrônica -, sistemas como o Sped e a harmonização das normas de contabilidade ao padrão internacional. Quem quiser permanecer no mercado precisa se atualizar, acompanhar a evolução.

As conclusões e perspectivas não poderiam ser melhores para a contabilidade. Seu objeto não muda e, além de melhores instrumentos e recursos que criam segurança, rapidez, integração e redução de custos, com as inovações, os profissionais podem se dedicar cada vez mais à tarefa de prover os clientes com amplas informações e interpretações patrimoniais e financeiras, permitindo decisões mais abalizadas.

Fonte:CRC-PR

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